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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Ora, quanto tempo... Tão pouco!

Quanto tempo fazia que eu não observava o nascer do sol.
Ou que no mínino me pusesse a apreciar o frescor da sombra de uma bela árvore.
A muito não lembrava como é gostoso sentir a brisa na face.
Muito menos quão prazeroso é ouvir e ver o mar em seu quebrar de ondas.
Não há música mais fascinante que a da natureza.
Esquecemos como é? Talvez, alguns muitos.
Quantos não enxergam a paisagem que está ali bem diante dos olhos, d’outro lado d’uma vidraça que lhe priva da preciosa liberdade.
Quando decidido parar em frente à janela pra ostentar as belezas naturais...
Depara-se com um tiroteio, correria pra todo o lado.
Logo se abriga e lá se vai o momento paz que esperava ter após o término de grande parte de seu trabalho, que lhe obrigou a estar com os olhos grudados na tela de um computador a horas. Foi-se o sossego!
Enquanto isso outros de fone no ouvido cantam as florestas, águas, céu. Mas, tem a vida cercada de concreto e fumaça. Tudo cinza!
Sem opção tem de transpor uma multidão quase que em transe, naquele ritmo robotizado rotineiro. É traçada uma rota e lá se vai... Apenas mais um.
Agora estatística. Outro número baseado em siglas.
Há um tempo não imaginava que algumas letrinhas nos pudesse representar tanto e custar tão caro. Em pouco, tantas, que nem nos precisa mais interessar o que representa.
Como também já não nos parece importar o descaso com a vida humana.
Contudo hoje medo, amor, ódio nem sei mais distinguir. Somos um misto de sentimentos.
Sentimentos que se entrelaçam e nem quero imaginar como vai acabar.
Daqui a uns anos das duas uma.
Ou decidimos ser psicólogos e faturar alto, ou nos internamos num asilo pra pessoas desprovidas de suas faculdades mentais.
Pudera termos competência pra suportar tanto e sair ileso dessa roubada em que nos metemos ao nascer.
Tomara as pessoas façam algo pra mudar esse caminho cíclico que nos é imposto.
Assim quem sabe poderemos todos ter um pouco mais de vontade de viver, saber sentir, querer aventurar-se, praticar tudo que há de bom e nos é negado pela falta de tempo.
O tempo não espera, se opõe a nossas vontades.
O depois não existe, o futuro é hoje e o ontem se perdeu.
Não lamente o que deixou de ser feito, faça o que ainda pode.
Por que quem se tranca e chora, perde o belo pôr-do-sol que sabemos, amanha podemos não ter a oportunidade de contemplar.

By.: NiNáhH LáhH

2 comentários:

  1. LAILA, isto é texto de profissional.

    Garanto que existe muita gente ganhando dinheiro como jornalista, que jamais seria capaz de escrever umm texto destes numa coluna.

    Bola pra frente,Você nasceu para isto.

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